KASISKIPUBLIC MARKET INTELLIGENCE

Estratégia · · 2 min de leitura

Go / No-Go em licitações: como decidir se vale a pena disputar

Os critérios que separam as licitações que valem o esforço das que só consomem tempo, e como transformar a decisão em processo.

Toda empresa que vende ao governo já disputou uma licitação que não devia: gastou horas com documentos e proposta para descobrir, na sessão, que não tinha atestado suficiente ou que o preço vencedor não cobria os custos. Um processo de Go / No-Go existe para evitar isso.

O que é

É a decisão interna, tomada antes de investir na preparação, sobre participar (Go) ou não (No-Go). Não é um instituto da lei: é gestão comercial. Mas os critérios conversam diretamente com o edital.

Os seis critérios

  1. Aderência ao objeto: a empresa faz exatamente isso, na escala pedida?
  2. Habilitação: todos os documentos existem e estarão válidos na data da sessão? Os atestados cobrem as parcelas de maior relevância?
  3. Capacidade de atendimento: equipe, estoque, logística e capital de giro para executar desde o primeiro dia.
  4. Riscos contratuais: multas, garantias, prazo de pagamento, reajuste e matriz de riscos.
  5. Margem: o valor estimado comporta os custos, os tributos e o BDI com lucro?
  6. Concorrência: quem costuma vencer contratações parecidas nesse órgão ou região, e a que preço?

Como transformar em processo

Onde a tecnologia ajuda

Boa parte dos critérios pode ser medida automaticamente: a aderência da habilitação ao cofre de documentos, os riscos e as cláusulas do edital, e o histórico de vencedores de contratações semelhantes no PNCP. Com isso, a reunião de Go / No-Go deixa de ser opinião e passa a discutir números.

CompartilheLinkedInWhatsAppXE-mail

Conteúdo informativo, escrito pela equipe Kasiski. Não substitui a análise jurídica do caso concreto.

Continue lendo